quarta-feira, 23 de novembro de 2011

"O meu adeus nunca é um adeus"



Ás mãos ainda tremulas, os olhos ainda molhados e o coração ainda dolorido, você está de rosa e ao canto de olho eu te enxergo perfeitamente como não gostaria, eu posso ser forte olhar no seu olho e sorrir, mas esse não seria eu, poderia até parar e conversar sobre a vida, mas esse não seria eu, eu poderia simplesmente não me importar, mas você sabe que esse não seria eu.

Meu mundo está em chamas e o que me protege são as lágrimas que ao me redor formam uma bela poça, tudo tão “imaginavelmente” bobo como num conto de fadas, um conto de fadas triste, ainda assim belo,  ainda assim triste, ainda assim tão meu, tão particular, tão seu, tão nosso, tão de ninguém.

Lágrimas sinceras de quem um dia te amou, lágrimas forçadas de quem um dia me amou, lágrimas nunca são só lágrimas e minhas palavras nunca são só palavras e o meu adeus nunca é um adeus, pelo menos enquanto houver esperança, enquanto houver sentimento, enquanto houver amor.

(Marcos Ferna)