terça-feira, 25 de outubro de 2011

"Inimaginável coração"



Triste amor que levo no peito, já me acostumei a amar e não ser amado, já me acostumei a perceber e ser despercebido, já me acostumei com a tristeza nos dias mais felizes.

Só o espelho consegue enxergar minha tristeza, imperceptível a olhos nus cobertos de preconceitos, afinal onde já se viu um marmanjo desse tamanho chorando por uma pequeninha dos longos cabelos de tartaruga, dos lindos contos de passarinhos e das gigantes fadas que vivia em um mundo em que eu mesmo a fiz acreditar que ela poderia ser do tamanho que ela quisesse.

Ausente de luz meus dias vão passando, ausente de esperança vou esperando por alguém, ausente de criatividade vou escrevendo e tudo é tão lindo e maravilhoso nesse meu coração, mas meu papel nessa historia já foi escrito, serei o monocromático no mundo das cores, serei o triste na terra dos felizes e na terra dos palhaços serei um pobre Pierrot.

Na terra dos sentimentos ele foi traído pelo pobre coração que se apaixonou por uma plebeia, a garota ausente de coração fisicamente e espiritualmente, na terra dos corações perfeitos ele teve o seu quebrado e foi considerado um estranho, perdeu o coração, o espirito e aos poucos a vida.



(Marcos Ferna)